Para a mentalidade contemporânea, amor talvez não seja a primeira palavra que venha à cabeça quando se fala em ciência, método ou teoria. Mas o afeto teve papel central na obra de pensadores que lançaram os fundamentos da pedagogia moderna. Nenhum deles deu mais importância ao amor, em particular ao amor materno, do que o suíço Johann Heinrich Pestalozzi (1746-1827).

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Em 2013 comemoramos 50 anos da marcante e simbólica experiência de Paulo Freire em Angicos, alfabetizando 300 pessoas em 40 dias, abrindo a oportunidade de o Brasil enfrentar, desde aquela época, os já 14 milhões de brasileiras e brasileiros analfabetos, números que, hoje, pasmem, (50 anos depois!) são praticamente os mesmos – isso, sem falarmos no número do analfabetismo funcional da leitura e da escrita, muito maior que isso, e que ainda assola o nosso país.

“Se não encontrarmos respostas adequadas a todas as questões sobre educação, continuaremos a forjar almas de escravos em nossos aprendizes.” 
Célestin Freinet

A Pedagogia Freinet está centrada em quatro grandes princípios: afetividade, comunicação/documentação, autonomia e cooperação. Em sua obra destacamos a afetividade como exercício que desenvolve a capacidade de um sujeito em se deixar afetar pelo outro, a comunicação dialógica integrando conhecimentos e relações, autonomia e cooperação que se complementam entre si para a construção do ser social.

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